Morrer sem sequer ter vivido. Este é o resumo da vida de um drogado. Desculpem-me a frontalidade.
Sentado, encolhido, encostado à parede do seu quarto, segurando os joelhos com os braços trémulos, o corpo todo dolorido, o olhar injectado de sangue e parado, como se quisesse sair das órbitas. Tremia, e o suor gelado percorria o seu corpo. Tinha medo, ou melhor, estava estarrecido e horrorizado por tudo o que lhe acontecia. Os nervos não obedeciam, pareciam petrificados. Não fechava os olhos com medo de que tudo aquilo voltasse. Cada vez que suas pálpebras fechavam, apareciam monstros horríveis arrastando-o para as profundezas de um mundo escuro, de onde provavelmente não teria retorno. Parecia que as paredes se iam juntando. Ele escondia a cabeça entre os braços, gritava, gritava, mas o som morria na garganta e não saia. As roupas não estavam amarrotadas, sujas e também molhadas, esticava as pernas e os braços, na esperança que esse pesadelo passasse, pedia, implorava, que alguém o ajudasse afastando esses monstros que não o deixavam em paz. Mas, estava só com a sua vaidade no chão, e onde estava toda aquela arrogância? A chorar, de joelhos, desesperado… Com muito esforço, pois não conseguia se movimentar, juntando as mãos em forma de súplica disse:
“ - Oh! Meu Deus! Porque fui entrar nisto? Que experiência triste, quanto tempo perdido e mal gasto. Hoje sinto-me como um farrapo humano lançado pela sarjeta da vida, sem futuro e só depois de tantas incertezas, sinto-me como um verdadeiro idiota.”
Ali em cima da mesa ainda estava o restante da sua fraqueza, que parecia rir deste pedaço de homem que chegou até o fim do poço.
Quando sob o efeito da droga sentia-se um vencedor, forte, inteligente, o maior corajoso, mas a verdade é que mal o efeito passava, estava como se fosse o último degrau da degradação, onde já não se via como um ser humano, mas como um bicho.
Até morrer. Sem nunca ter vivido e aprendido a amar.
Nunca é tarde demais, mas a verdade é que a vontade é pouca. E nós pouco podemos fazer. Sigam o exemplo recente da morte de uma das vozes mais incríveis da história da música, aos 27 anos. Um farrapo humano. Aliciada pelo mundo das drogas e do álcool.
Queres também tu ser um farrapo?
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Não sei o que escrevo
Quando escrevo, em qualquer momento, desejo manter uma linha torta de raciocínio, cuja alma não se separe da razão.
Cada palavra que a vida tem, escasseia-se naquele momento. Pode ser um momento íntimo, de partilha ou de sentimentos. Pode ser o sonho a comandar aquilo que lês.
Pois o desejo de viver é demasiadamente crescido e renovado a cada letra estampada neste rascunho.
São ténues e finas linhas, de cor negra… não quero entendê-las, apenas exprimi-las para que as possas decifrar. O código que para ti se torna fácil.
Não sei o que escrevo, mas sei que te sinto a cada palavra que expresso.
Sinto-me bem.
E sei que vais sorrir ao saber que não sei o que escrevo.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Uma carta para a minha Mãe.

Li que, Mãe é um ser sagrado, abençoado e protegido pelos anjos. Pois, Mãe é para quando amanhecer, para quando já é tarde e quando a noite já vai longa.
Fica para sempre o cheiro a talco e a sabonete e ao óleo para os piolhos.
Tu És pedra por fora, mas tenra por dentro, frágil e galinha. Canjinha da boa (a melhor de todas…) e És sempre a mais bonita, a mais inteligente, a mais importante, a mais… És especial.
Sei hoje coisas, que não estão escritas em nenhum manual: acreditar na vida, no sofrimento, saber as prioridades, o respeito, a amizade, o carinho, a tolerância e acima de tudo, ser Humano! Justo.
Café com leite, com a rosca domingueira! Saboroso. Mas só o Teu!
Hoje sei fazer da experiência do fracasso, uma lição para o futuro. Sei que o amor é coisa mais importante que existe, aquele que dá liberdade. Esse não é treta!
Aprendi a chorar. E sei que logo a seguir as nuvens desaparecem e resplandece um sol maternal. Revigorado pelos momentos que ainda vivo contigo.
Aprendi que por muitos tropeços se dê durante uma caminhada, a meta é sempre alcançável. Os sonhos existem para serem realizados! Não interessa quando, onde, porquê e com quem.
E que os anjos que Te protegem, fiquem Contigo para sempre. Maria, minha Mãe.
Fica para sempre o cheiro a talco e a sabonete e ao óleo para os piolhos.
Tu És pedra por fora, mas tenra por dentro, frágil e galinha. Canjinha da boa (a melhor de todas…) e És sempre a mais bonita, a mais inteligente, a mais importante, a mais… És especial.
Sei hoje coisas, que não estão escritas em nenhum manual: acreditar na vida, no sofrimento, saber as prioridades, o respeito, a amizade, o carinho, a tolerância e acima de tudo, ser Humano! Justo.
Café com leite, com a rosca domingueira! Saboroso. Mas só o Teu!
Hoje sei fazer da experiência do fracasso, uma lição para o futuro. Sei que o amor é coisa mais importante que existe, aquele que dá liberdade. Esse não é treta!
Aprendi a chorar. E sei que logo a seguir as nuvens desaparecem e resplandece um sol maternal. Revigorado pelos momentos que ainda vivo contigo.
Aprendi que por muitos tropeços se dê durante uma caminhada, a meta é sempre alcançável. Os sonhos existem para serem realizados! Não interessa quando, onde, porquê e com quem.
E que os anjos que Te protegem, fiquem Contigo para sempre. Maria, minha Mãe.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ser Árvore
Desde muito cedo na história do Homem que a floresta apresenta uma grande ligação com o nosso imaginário, como morada dos contos de fadas, de monstros e animais selvagens reais, local de armadilhas e assaltos por parte de ladrões e salteadores, em resumo, como um local de grande mistério e de rara beleza. Hoje em dia, as comemorações do Dia da Árvore revestem-se muito mais de carácter ambiental, do medo de perdermos as nossas florestas e de tudo o que de bom delas advém.
As árvores são veículos privilegiados para a transmissão de mensagens de preservação do ambiente. Todos conhecem a árvore abrigo - da chuva, do sol, do vento - como também conhecem a árvore oxigénio, a árvore paisagem, a árvore de fruto, da mobília ou da rolha de cortiça e até a árvore de Natal, que tanta magia traz aos miúdos. No entanto, não nos podemos esquecer de todas as outras funções que as árvores desempenham sozinhas ou em grupo, permitindo uma melhoria da qualidade de vida dos ecossistemas.
Embora a mensagem de preservação das árvores pelo ambiente passe para as camadas mais jovens, o ambiente por si não constitui fonte de preocupação para a maioria das pessoas de gerações mais velhas. Estas gerações ainda não compreendem o papel primordial que as árvores assumem para o Homem.
Para as gerações mais velhas há preocupações mais importantes a considerar, como as doenças ou o ter uma boa casa. O que essas gerações não sabem ou não entendem, é que a preservação da floresta poderá constituir uma solução para muitos desses males. Não esqueçamos que são essas gerações que recorrem a remédios tradicionais, confiando em produtos vindos da floresta para curar esta ou aquela maleita.
Talvez não tenhamos consciência, mas as árvores encontram-se em perigo. Todos os anos são devastados milhares de hectares de floresta, ora pelos incêndios, ora pelo Homem – para comercialização de bens provenientes da floresta. Desta ameaça, toda a vida do planeta se encontra em perigo, uma vez que a árvore é o suporte de toda a vida – a par com a água.
As árvores são veículos privilegiados para a transmissão de mensagens de preservação do ambiente. Todos conhecem a árvore abrigo - da chuva, do sol, do vento - como também conhecem a árvore oxigénio, a árvore paisagem, a árvore de fruto, da mobília ou da rolha de cortiça e até a árvore de Natal, que tanta magia traz aos miúdos. No entanto, não nos podemos esquecer de todas as outras funções que as árvores desempenham sozinhas ou em grupo, permitindo uma melhoria da qualidade de vida dos ecossistemas.
Embora a mensagem de preservação das árvores pelo ambiente passe para as camadas mais jovens, o ambiente por si não constitui fonte de preocupação para a maioria das pessoas de gerações mais velhas. Estas gerações ainda não compreendem o papel primordial que as árvores assumem para o Homem.
Para as gerações mais velhas há preocupações mais importantes a considerar, como as doenças ou o ter uma boa casa. O que essas gerações não sabem ou não entendem, é que a preservação da floresta poderá constituir uma solução para muitos desses males. Não esqueçamos que são essas gerações que recorrem a remédios tradicionais, confiando em produtos vindos da floresta para curar esta ou aquela maleita.
Talvez não tenhamos consciência, mas as árvores encontram-se em perigo. Todos os anos são devastados milhares de hectares de floresta, ora pelos incêndios, ora pelo Homem – para comercialização de bens provenientes da floresta. Desta ameaça, toda a vida do planeta se encontra em perigo, uma vez que a árvore é o suporte de toda a vida – a par com a água.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O Sol Brilha em Mim
Hoje acordei e pensei: 'Porque não ser feliz?' Só depende de mim, não é verdade? Vou-me concentrar naquilo que importa e rodear-me das pessoas que me querem. Não quero perder tempo com inutilidades e com inuteis. Já perdi demasiado tempo... Quero viver, quero reencontrar-me, quero explorar o futuro. Acredito...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O Mundo ao Contrário
Estamos perante uma mudança no panorama político mundial. Mais concretamente nos países Árabes. Não sei se a revolta é boa ou má. O que sei é que o povo se revoltou contra os regimes ditatoriais.
Mas será que isto não passa de areia para os olhos? Será isto fruto de um golpe da oposição islâmica? Serão os fundamentalistas os mentores de toda esta revolução? Esperemos que não. Que seja a liberdade o grande mote para um mundo mais justo e mais solidário.
Poderá ser tudo uma brincadeira de carnaval…
Um homem matou o genro, à queima-roupa, derivado de uma discussão familiar. Até aqui, tudo ‘normal’, não passa de uma noticia, que, infelizmente, ouvimos nos telejornais. Mas o que me deixa perturbado é o facto de tudo ter sido filmado por um telemóvel e depois transmitido na TV! Sensacionalismo e divulgação de violência gratuita em horário nobre e dando ideias para que outros o façam! Sugiro que os telejornais passem a ter ‘bolinha’ no canto superior direito! Brincamos ao carnaval ou quê?
Está na moda encontrar idosos mortos em casa, sem ninguém dar por isso. O abandono na mais cruel das versões. Será que nós não temos um pingo de sangue que seja, que nos faça corar de vergonha? Que gente somos? O carnaval não justifica tudo!
O carnaval é muito engraçado e dá vontade de brincar, mas com tantas tolices neste mundo, quem tem vontade de brincar ao que quer que seja? Temos o mundo ao contrário e nem damos por isso!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Solidão
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