terça-feira, 25 de outubro de 2011

E se Portugal acabar?

Aos macacos basta estender o braço para colher uma banana, e estes nunca se põem em sentido a pedir esmola, porque sabem como se safar. Eles são faces da abundância, e nós, seus descendentes, somos faces do desperdício e da sombra. Relegamo-nos à nossa mera insignificância de existência. Deixamo-nos levar por estigmas, políticas e egos. Somos imitações de nós próprios e nada mais que isso.

Com a crise, devíamo-nos ter espevitado. Franzir o sobrolho. Cerrar o punho. Algo está errado e nós sabemos onde falhamos. Será que sabemos? “O meu umbigo é mais bonito do que o teu…”

Se Portugal passar a ‘marca branca’ será mais facilmente consumido. Ficará mais barato. Mas será a outra face da moeda: o pobre, o desprezado, o gozado e o irresponsável. Mas se bem me lembro, Portugal é glorioso quando está de corda ao pescoço. Só nos mexemos quando já não espaço para respirar, é o fado, é a tradição, é a saudade, é o sentimento, é a paixão, é o limite. É Portugal! Venham franceses, espanhóis, alemães, árabes, visigodos, celtas... que Portugal perdurará. A questão está na mentalidade. Este é um país de espertos e não um país de inteligentes.

Santo Agostinho disse “Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer” e, Portugal, é um país de glória, pela sua historia, pelo seu passado, e pela sua perseverança. Não queiram fazer de nós ovelhas negras.

E isso, meus caros, só depende de nós e da nossa vontade. Queremos ser macacos, pois os seus descendentes são manhosos!

Um comentário:

  1. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Alma de poesia. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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